terça-feira, 26 de agosto de 2008

Medalhas da carreira de Osorio

Medalha da Campanha do Paraguai. Medalha da Campanha do Uruguai.


Medalha oficial da Ordem da Rosa. Placa da Grã Cruz da Ordem da Rosa.



Placa da Grã Cruz da Ordem de AvizPlaca da Grã Cruz da Ordem de Cristo.


Placa da Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul.


Medalha da Grã Cruz da Ordem de Aviz.


Medalha da Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul.


Medalha da Ordem de Aviz.



Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://bicentenariosorio.com/osorio/images/zoom/CDDSQC/thumbs/Campanha_do_Paraguay_(1870).jpg&imgrefurl=http://bicentenariosorio.com/osorio/index.php%3Foption%3Dcom_zoom%26Itemid%3D57&h=100&w=72&sz=3&hl=pt-BR&start=1&usg=__b5-D1Wnz2UXHuqAWss9G5WzoGHo=&tbnid=bmXzY4tneQhuaM:&tbnh=82&tbnw=59&prev=/images%3Fq%3D%2522medalhas%2Bde%2Bosorio%2522%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR



Postado por Garbelotti.

Osorio e a Batalha de Tuiuti

De acordo com o testemunho de George Thompson- um inglês que lutou como oficial no Exército paraguaio- Solano López confiava em que, nesse momento, uma esmagadora vitória pudesse empurrar o inimigo de volta ao rio Paraná- decidindo a guerra a seu favor. Os seus oficiais, ao contrário, pareciam céticos quanto à possibilidade de bater um inimigo mais numeroso; em um terreno mais adequado à defesa, uma vez que os aliados acamparam nos pântanos ao redor do lago Tuiuti. Sem levar essas ponderações em conta, López reuniu o maior contingente de tropas que conseguiu, aprontando-o para o ataque.

A batalha iniciou-se por volta das 11 horas, estendendo-se por seis horas. O efetivo paraguaio atacou, distribuído em três colunas: a do centro, com um pouco mais de cinco mil homens, lançou-se sobre a vanguarda aliada, composta por três batalhões uruguaios e mais unidades de reforço brasileiras. As alas, cada uma com cerca de nove mil homens, tentaram realizar uma manobra de cerco sobre o Exército Imperial brasileiro (à esquerda) e o Exército Argentino (à direita) nos flancos do acampamento aliado.
Para os aliados houve surpresa, confusão, ausência do comandante em chefe (General Mitre), imprevidência; risco de derrota em vários momentos da luta. Porém, com o recrudescer dos combates e a iniciativa dos diversos escalões (companhias, batalhões, regimentos e brigadas) - aos poucos a batalha adquire personalidade própria e se transforma de quase derrota em expressiva vitória, na medida em que se agiganta a figura do General Osorio, intervencionando diretamente na luta. Na verdade, ele assumiu o comando-chefe da batalha do Tuiutí; é seu chefe máximo.


A batalha culminou com uma expressiva vitória dos aliados. As avaliações sobre as perdas variam de fonte para fonte, mas todas concordam e são enfáticas em apresentar Tuiuti como um túmulo para o Exército paraguaio. As suas perdas estimadas foram de seis mil homens, entre oficiais e soldados; os feridos e capturados ultrapassaram seis mil homens. Algumas unidades, como o 40° Batalhão de Infantaria, foram aniquiladas.
Entre os aliados, as perdas estimadas ultrapassaram os quatro mil homens. No Exército brasileiro contavam-se entre 719 e 736 mortos, além de 2.292 feridos. Entre os mortos encontrava-se o general Antônio de Sampaio, comandante da 3a. Divisão de Infantaria. As baixas no Exército Argentino elevaram-se a 126 mortos e 480 feridos. As do Uruguai, a 133 mortos e 299 feridos.

Embora diante dessa verdadeira tragédia, ao final da batalha os aliados ainda possuíam uma força relativamente grande de combate, ao contrário de López que- dali por diante- nunca mais conseguiu reunir uma força daquela magnitude para combater.
Com a vitória, as tropas aliadas ficaram firmemente estabelecidas em território inimigo.
Desde então sem condições humanas para se bater em campo aberto, a Solano López restava resistir entrincheirado nas fortificações - Fortaleza de Curupaiti e Fortaleza de Humaitá - , com a esperança de poder desgastar as forças inimigas.

Fonte: - livro: Tuiuti Osorio

Postado por Maieski

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A Arma da Cavalaria


A Cavalaria, no início das operações, é empregada à frente dos demais integrantes da Força Terrestre, na busca de informações sobre o inimigo e sobre a região de operações. Participa de ações ofensivas e defensivas, aplicando suas características básicas: mobilidade, potência de fogo, ação de choque, proteção blindada e sistema de comunicações amplo e flexível. Seus elementos podem ser blindados, mecanizados e de guardas. Participa do cerimonial com escoltas mecanizadas e a cavalo.

A Cavalaria brasileira tem sua origem ligada à organização do Regimento de Dragões Auxiliares, em Pernambuco, ao término da guerra contra os holandeses, remunerada por homens abastados, como João Fernandes Vieira. Mais tarde, na época do governo do Marquês de Pombal, criou-se, no Rio de Janeiro, o Regimento de Dragões que visava a garantir a autoridade e o cumprimento das leis, ficando ainda em condições de acorrer, em tempo de guerra, onde necessário fosse.

No sul, durante as lutas em torno da Colônia do Sacramento, Silva Pais organizou o Regimento de Dragões do Rio Grande para guarnecer as fronteiras, em face do fracassado Tratado de Limites de 1750 (Madri). Durante o II Reinado, teve a Cavalaria ativa participação nos conflitos sulinos. Em 1851/52, o 2º Regimento de Cavalaria, com Osorio à frente, integrou as tropas que invadiram o Uruguai, culminando com sua participação na Batalha de Monte Caseros, na qual foi derrotado Juán Manuel Rosas. Na Guerra da Tríplice Aliança, empenhou o Brasil seis divisões de Cavalaria (DC), distinguindo-se, à frente delas, a figura lendária do marechal Osorio, o futuro Marquês do Herval.

O início

Após as reformas de 1908/15 e a influência da Missão Francesa (1921), nossa Cavalaria foi alvo de profundas modificações, que se intensificaram a partir da década de 1960, com o Acordo Militar Brasil-Estados Unidos. Esse acordo possibilitou à Cavalaria brasileira dotar seus regimentos com os mais modernos materiais blindados da América do Sul da época.

Fontes:

-Enciclopédio "O Exército brasileiro"

-(Consulta à pessoas próximas)

-Postado por Guazzelli



sábado, 2 de agosto de 2008

Marechal Osorio na Guerra do Paraguai


Em 16 de abril de 1866, comandou as tropas brasileiras que invadiram o Paraguai pelo Passo da Pátria e, no dia 1º do mês seguinte, recebeu do imperador o título de Barão do Herval.Por carta Imperial de um de maio de 1866, Osorio é agraciado com o título de Barão do Herval, ”com honras de grandeza, em sua vida para distingui-lo e honrá-lo em sua qualidade de comandante chefe do exercito imperial”.
A 24 de maio fere-se na maior batalha campal da América do Sul.Na batalha de Tuiuti inscreveu seu nome nos fastos da nossa história, e foi decisivo para a derrota dos paraguaios.
A seguir, os aliados aguardaram as forças do General Porto Alegre sediadas em Candelária. Essa espera se prolongava enquanto os paraguaios os bombardeavam diariamente.Aborrecido por esse fato, alegou doença e retirou-se passando o comando ao General Polidoro.
Sem estar completamente restabelecido, voltou ao Paraguai em março de 1867 e assumiu, sob o comando geral de Caxias, o comando do terceiro corpo de exército. Nessa fase, em primeiro de junho de 1867, foi promovido ao posto de tenente-coronel, penúltimo da hierarquia militar.
O Passo de Humaitá, temível fortaleza extensa, foi a preocupação imediata de Caxias e todas as providencias foram tomadas.A luta foi terrível e os assaltantes foram repelidos.Osorio sentindo que Humaitá não mais revidaria, a 25 de julho, ocupou-a substituindo a bandeira abandonada pela brasileira.
Na batalha de Avaí, foi atingido por uma bala no maxilar. Passou o comando do corpo de sua tropa, mas permaneceu no campo de batalha, pois sua simples presença infundia ânimo aos soldados. O ferimento obrigou-o a um novo período de repouso no Brasil, onde permaneceu entre fevereiro e julho de 1869. Em 6 de julho, já sob o comando geral do Conde d’Eu, assumiu o 1º Corpo de Exército sem estar completamente restabelecido, no dia 12 de agosto, acontece o assalto e captura da praça forte Peribebuí. No final de novembro, seu estado de saúde obrigou-o a deixar definitivamente a campanha. Após o fim da guerra, foi elevado a Marquês do Herval.

Fonte:

Livro de General Olyntho Pillar"os patronos das forças armadas"


Postado por Garbelotti.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Marechal Osorio na Guerra dos Farrapos


Em 1835, Osorio servia no 2º Corpo de Cavalaria em Bagé (RS). Nessa oportunidade, eclodiu a Guerra dos Farrapos. Bento Manuel comandante das Armas da província o nomeia comandante de seu próprio regimeto e da fronteira. Ligado aos liberais, Osorio, de início, ficou do lado dos rebeldes, que lutavam por maior autonomia para sua província; mas, sua posição se modificou, pela integridade do império, e passou a prestar serviços para as forças do governo central.
Comissionado em Major, investem-lhe as funções de instrutor. É nesse posto que ele é chamado para reconquistar Porto Alegre, ora nas mãos dos revolucionários.Depois de onze anos de subalterno, sempre empenhado em guerras e combates, Osorio é promovido a capitão, a 20 de agosto de 1838.
Osorio teve missões difíceis, como a perseguição ao guerrilheiro Amaral Ferrador e a condução do comboio de armas e cavalhada, de Rio Grande ao arroio Candiota, infestada de inimigos. Com isso recebeu elogio verbal de seu comandante direto e,assim em 1844 foi provido a tenente-coronel.
Participou de combates contra os rebeldes em Porto Alegre, Bagé e Caçapava e distinguiu-se no combate de Herval em 1838. Promovido a tenente-coronel, teve participação destacada nas conversações que encerraram o conflito e que pacificaram a província. Depois de dez anos de guerra, regressa à guarnição de Bagé, comandante do regimento, trazendo ao peito varonil as veneras dignificantes: cruzeiro do Sul, São Bento de Aviz e da Rosa.
Postado por Garbelotti.
Livro de General olyntho Pilhar "os patronos das forças armadas"

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Produção artística e literária de Osorio



Para quem não sabe, Osorio, além de tudo, era um grande poeta. Acredito que a maioria das pessoas não sabem disso por falta de informação. Cada dia que pesquiso e leio mais sobre ele, fico surpreendida como ele era um homem impressionante e muito à frente de seu tempo. Também posso dizer que ele recebeu influência de Gonzaga, o mais popular de todos os poetas da literatura portuguesa naquela época.

Algumas composições de Osorio:

Só vivo quando te vejo,

Dia e noite penso em ti,

Se nascente para amar-me,

Eu para te amar nasci.

*

Ausente dos teus encantos,

Sem teus lindos olhos ver,

Tudo me causa desgosto

Nada me causa prazer.

*

O tempo curar não pode

As chagas que amor abriu;

Separar só pode a morte

corações que amor uniu.

*

Pavorosas, negras sombras

Escondem o meu penar;

Em silêncio a dor me oprime,

Meu alívio é suspirar.

*

Os prazeres mais puros da vida,

Que gozamos com ânsia e fervor,

Degeneram no mal que mais tarde

Nos arroja no abismo da dor.

*

Insensato é o homem que pensa

Gozar vida sem ter dissabor;

O prazer a que amor nos convida,

Nos arroja no abismo da dor.

*Adaptada por Juliane

Outra maravilha:

Sonhando que alegre hora

Entre os teus braços passava,

E doces beijos te dava,

Acordei; raiva a aurora,

Procurei-te sem demora...

Desgraçado!...não te vi!

Amargas penas senti,

Deixando o leito da dor,

Entre gemidos de amor

Dei mil suspiros por ti.

*Adaptada por Juliane

Postado por Juliane

Fonte:

Livro: Osorio de Fernando Luis Osorio

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Frases de Marechal Osorio

“Quero a ordem e a liberdade, mas quando esta perigar, minha espada estará pronta para defendê-la. As dificuldades não me quebrantam o ânimo”.

“Ainda uma vez mostremos que as legiões brasileiras, no Prata, só combatem o despotismo, confraternizando com os povos”.

“Deve-se, antes de tudo, servir à Pátria, qualquer que seja seu governo”.

“A data mais feliz da minha vida seria aquela em que dessem a notícia de que os povos civilizados festejam sua confraternização queimando seus arsenais”.

“O bom soldado sabe aproveitar o tempo. A guerra não se faz com ofícios, dúvidas e consultas”.

“A farda não abafa o cidadão no peito do soldado”.

“Ser-me-á mais fácil morrer do que assinar uma parte dando ao meu governo a notícia de uma derrota”.

“A força moral do soldado aumenta quando é bem comandado”.

“Quem escreve, deve fazê-lo pela Pátria”.

“Nunca se deve descuidar de manter a capacidade de movimento de um Exército e, muito menos, enfraquecê-lo na sua Cavalaria”.

“É fácil a missão de comandar homens livres – basta mostrar-lhes o caminho do dever”.

“A glória é a mais preciosa recompensa dos bravos”.

Frases que podem mudar uma perspectiva de vida ou apenas podem nos fazer refletir.


Fonte:

http://www.osorio.org.br/osorio_frases.htm, dia 23 de julho de 2008

Postado por Juliane